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quarta-feira, junho 15, 2011

Oxi, que droga é essa?



     Essa droga é a mais comentada das últimas semanas, tendo em vista que apesar de existir desde a década de 1980 quando era conhecida apenas em regiões distantes como no Acre, onde provocou um verdadeiro estrago. Porém, recentemente, tornou-se a droga da moda em grandes regiões do Brasil,tais como, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, atraindo mais a atenção da mídia e das autoridades, as quais procuram através de cientistas buscar mais informações sobre sua preparação e efeitos da droga, bem como uma maneira eficaz de combatê-la.
     O Oxi, vendido na forma de pedra, nada mais é, que uma mistura de pasta-base de cocaína, querosene e cal virgem, transfomando essa composição química na droga mais devastadora existente, bem superior ao crack, possuindo assim como este, o dobro da adrenalina provocada pelo consumo. O grande poder alucinógeno, a facilidade em produzí-la e o baixo valor de em média dois reais, fazem com que o entorpecente seja cada vez mais popularizado e disseminado por todas as classes sociais. Ainda é muito cedo para ter uma exatidão sobre a verdadeira dimensão que o oxi tomou durante esse período, mas fato é que se encontra numa crescente, tornando-se um verdadeiro problema de saúde pública, preocupando toda sociedade, sabedora da ineficácia do poder público em relação as maneiras de combater a causa e os efeitos dessas temidas substâncias. Já não bastasse a fórmula anteriormente mencionada da droga, já existem variações da mesma, sendo possível encontrar em sua composição, cimento, acetona, ácido sulfúrico, amônia e soda cáustica. Pesquisadores afirmam ter o Oxi uma menor duração em relação a seus efeitos quando comparado ao crack, contudo, é mais um problema, haja vista, afirmarem que quanto menor a duração dos efeitos, mais viciante a droga se torna.
     Diante dos fatos mencionados, resta-nos divulgar tais informações e adquirir mais conhecimento sobre, na medida em que forem descobertas novas situações a respeito, com isso, seguem abaixo, duas imagens, a primeira, um quadro comparativo entre o Crack e o Oxi, na segunda, os danos provocados no organismo pelo uso deste último.




  
  

domingo, abril 17, 2011

Campanha do desARMAMENTO.

     
   É impressionante o quão previsíveis e hipócritas são a maioria dos representantes do povo, ou aqueles que tem a possibilidade de modificar questões diversas em nossa sociedade, mas que na verdade, só sabem se aproveitar de tragédias e momentos pertinentes para colocarem em prática tudo o que sabem a fim de manipularem a opinião da população. O que quero dizer, é que após o fato ocorrido em Realengo, no Rio de Janeiro, onde Wellington Menezes de Oliveira entrou numa escola e fez várias vítimas, novamente, as autoridades entraram em cena, utilizando-se da tragédia alheia para colocarem seus interesses em prática. Estou falando da nova campanha de Desarmamento confirmada pelo ministro José Eduardo Cardozo, que será realizada a partir do dia 6 de maio, e  segundo o ministro, já estava sendo planejada para acontecer, porém, “Diante do ocorrido no Rio de Janeiro, resolvemos antecipar a campanha”, afirmou Cardozo. Na minha opinião, está mais do que claro o oportunismo dos interessados em promover tal campanha, valendo-se de um momento tão trágico para induzir as pessoas ao erro.

   Aos que não se recordam, no dia 23 de Outubro de 2005, foi votado um referendo que visava a entrada em vigor do art. 35 do Estatuto do Desarmamento - "É proibida a comercialização de armas de fogo e munição em todo território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta lei" (Lei 10826/2003), com a seguinte pergunta: O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil ? Diante de tal pergunta, os brasileiros foram às urnas para votar contra ou a favor, e felizmente, a maioria decidiu que não, com 63,94% contra 36,06% dos votos, mantendo assim, a redação original da referida lei do dia 23/12/2003. Depois de serem derrotados com veemência nas urnas, os políticos adeptos do Desarmamento dos cidadãos de bem, puseram em prática uma campanha na qual as pessoas que entregaram armas foram recompensadas em  determinada quantia de dinheiro. A campanha resultou no recolhimento de um bom número de armas, sendo que grande parte delas não deveriam nem ser chamadas de armas, tendo em vista o estado no qual se encontravam, velhas, enferrujadas, e sem funcionar, entregues por idosos, fazendeiros e outras pessoas interessadas somente em conseguir um pouco de dinheiro, mal se importando com a campanha.

   A grande verdade, é que essa foi uma das poucas derrotas que políticos do Brasil tiveram da sociedade, e obviamente, não foi digerida, esperando momento oportuno para tentar convencer, o que eu chamo de manipular, induzir à população a voltar atrás de sua opinião, deixando-se levar pela influência imposta pela mídia, como já é de costume. Pois bem, eles acreditam que esse momento finalmente chegou, e farão de tudo que puderem com o intuito de aparecerem e, enfim, conseguirem aprovar uma proposta de lei ou um novo referendo de proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. O Ministro Cardozo, teve a cara de pau de dizer em uma de suas últimas entrevistas, que ficou absolutamente claro que, quando se realiza essas campanhas, você tem uma redução na mortalidade muito forte, de 50%. De onde ele tirou essa estatística ? Redução de metade da mortalidade? Ele está mesmo falando do Brasil ou somente tirando sarro da nossa cara, taxando-nos como burros?
   Respeito os que dizem ser a favor do desarmamento, mas nunca vou apoiá-los e sequer concordar com tal hipótese, pelo fato dos fundamentos serem péssimos, infundados, até porque para se conseguir porte  de arma dentro das atuais normas, tem-se que passar  por uma enorme burocracia, enfrentando diversos e difíceis exames práticos, psicotécnicos e psicológicos, suficientes para comprovação de este ou àquele cidadão estar apto, ou não, a portar uma arma de fogo. Os governantes enchem o peito de orgulho para dizerem que o Brasil é democrático, entretanto, houve um referendo e os cidadãos votaram contra o desarmamento e o que eles fazem? Respeitam? Não, jogam nossa opinião no lixo e tentam estruturar uma maneira de conseguir o que querem.

  A redução da violência, vai muito além disso, não é por menos que boa parte dos países com os menores índices de mortes por armas e fogo, são os mesmos que permitem de maneira bem mais fácil e acessível que no Brasil, um cidadão ter sua arma. O criminoso não tem o trabalho de passar por todas essas etapas até conseguir sua arma, porque ele pode de forma fácil e econômica, adquirir qualquer uma que seja, ilegalmente, vinda das fronteiras desvigiadas, bem como dos desvios que acontecem nos quartéis. Vamos parar de ser HIPÓCRITAS, no maior confronto policial da história de nosso país (tomada de território no Complexo do Alemão), ficou claro o poder bélico dos marginais, armados de fuzis e granadas de uso exclusivo das forças armadas, e não de pistolas 380 e revólveres calibre 38,  duas das poucas que podem ser adquiridas dentro da lei. 

   Tem-se de combater a causa e não o resultado, será tão complexo assim enxergar que quase tudo de ruim e  violento repetido diariamente em nosso país, é fruto da medíocre educação e má administração, mais preocupada com a imagem  que outros têm de nós, ao invés, de procurarem saber verdadeiramente o que o povo pensa? Acredito que não, simplesmente não vale a pena para os governantes e representantes do povo, uma população que saiba escolher seus próprios caminhos, não se deixandoinfluenciar por opiniões de artistas, jornalistas e políticos, pois assim, muitos desses não estariam onde estão. Peço que faça uma reflexão sobre o tema, e deixe sua opinião fundamentada e não influenciada por meio do seu comentário.
  Obrigado e até a próxima.

quinta-feira, março 24, 2011

PEC 300, do que se trata?


   Há algum tempo, penso em fazer um post sobre a PEC 300, mas acredito ser este, o melhor momento pelo fato de a mesma estar esquecida pela mídia. A PEC 300, nada mais é do que uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de número 300- A/2008 do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá, a qual tem por objetivo igualar o piso salarial dos Policiais e Bombeiros Militares de todo território nacional, com os mesmos pagos no Distrito Federal.
   Tal proposta, é totalmente justa e coerente, pois irá estabelecer um denominador comum entre os salários pagos a todos os Policiais e Bombeiros Militares do país, vez que, atualmente, é totalmente variável de acordo com cada Estado, podendo afirmar  sero injusto se formos pensar no fato de que um soldado da Polícia Militar de Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo sofrem muito mais riscos, que aqueles pertencentes ao Distrito Federal, e recebem remuneração muito inferior a estes.
   A equiparação, viria a valorizar, merecidamente, o trabalho feito pelos BONS policiais que atuam diariamente para garantir nosso direito de se locomover e viver com segurança, deixando claro que o baixo salário e consequente desvalorização da atividade desenvolvida por esses homens e mulheres, não justificam nenhum tipo de abuso ou desvio de conduta, visto que quando se faz qualquer tipo de concurso para exercer uma função pública, é sabido por todos os candidatos o quanto irão receber e em que condições irão trabalhar.

   A PEC 300 foi aprovada na Câmara dos Deputados, no dia 06 de julho de 2010, devendo ser  encaminhada para votação no Congresso Nacional, o que até hoje não ocorreu, ao contrário do que aconteceu em relação ao aumento dos Parlamentares, onde em poucas horas aprovaram seus respectivos aumentos, lembrando serem estes,  superiores a 10 mil reais. É muito grande o número de populares, autoridades, jornalistas e apresentadores que apoiam a proposta, entre eles, o Deputado e apresentador Wagner Montes, que a mais de 30 anos luta por melhores condições de trabalho para os policiais, divulgando e brigando incessantemente pelo mais rápido possível andamento e aprovação final da proposta, a qual depende da boa vontade e interesse dos políticos para ser definitivamente imposta.

Já disse anteriormente, ser um admirador e assíduo acompanhante dos assuntos ligados à Segurança Pública, e por isso, jamais poderia deixar de escrever e tentar esclarecer o máximo possível do que se trata a PEC 300, podendo ser resumidamente explicada, como uma forma de dar dignidade, estrutura, respeito, reconhecimento e retorno àqueles que arriscam suas vidas para nos proteger.  Segue aqui, o Twitter de quem constantemente atualiza informações do andamento, ou não, da proposta, bem como a tabela abaixo com os números apresentados na PEC 300.
                                
    Coronel ----------------- 15.355,85 
Tenente Coronel ----- 14.638,73
   Major ------------------- 12.798,35
  Capitão ----------------- 10.679.82 
1º Tenente ------------- 9.283,56
2º Tenente ------------- 8.714,97
Aspirante -------------- 7.499,80
Sub Tenente ----------- 7.608,33
1º Sargento ------------ 6.784,23
2º Sargento ------------ 5.776,36
3º Sargento ------------ 5.257,85
   Cabo ---------------------- 4.402,17
Soldado 1a. Classe ---- 4.129,73
Soldado 2a. Classe ---- 3.031,38

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Mudanças na cúpula da PCERJ

Parte da equipe da nova Chefe de Polícia Civil, Martha Rocha

   Tudo começou mediante a operação "guilhotina" realizada pela Polícia Federal, na última sexta-feira, que visava prender policiais suspeitos de envolvimento em atividades criminosas e de más condutas, tais como, ajuda a traficantes, divulgando informações das operações que estav,m para acontecer, bem como, dando auxílio e proteção a criminosos. A partir daí, 38 pessoas foram presas, dentre elas, 30 policiais da PM e PCERJ, tendo como destaque a prisão do ex-subchefe operacional da Polícia Civil, Delegado Carlos Oliveira, braço direito do até então, chefe de Polícia Civil, Alan Turnowski, que devido o cometimento de alguns excessos  como mandar lacrar na Segunda-feira, uma delegacia especializada (DRACO), alegando ter denúncias de que policiais estariam envolvidos em cobarnça de propinas, foi destituído do cargo, após conversa com o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o qual, frisou o ótimo trabalho de Alaan Turnowski enquanto esteve sob a chefeia de polícia civil, desencadeando diversas operações que culminaram na prisão de diversos marginais.. Muitos estão tratando como crise dentro da instituição, mas prefiro analisar como uma reforma da mesma.
Allan Turnowski, ex-Chefe de Polícia Civil.



 
Martha Rocha, 1ª e nova Chefe de Polícia Civil

   Posteriormente ao anúncio da saída de Turnowski, criou-se uma expectativa em relação a quem assumiria tal cargo, eis que na noite de terça-feira, o Secretário Beltrame divulga, através de uma coletiva de imprensa que pela primeira vez na história do Estado do Rio de Janeiro, uma mulher, no caso, a Delegada Martha Rocha, assumi o cargo de Chefe de Polícia Civil, quebrando mais um paradigma da instituição. A nova Chefe de Polícia Civil, tem uma vasta experiência, tendo iniciado sua carreira policial em 1983, quando em 1990 assumiu o cargo de Delegada de Polícia após ser aprovada em concurso, e desde então, esteve sob o comando de diversas delegacias, inaugurando a Delegacia de Atendimento Mulher (DEAM),  nomeada em 1999 subchefe de polícia. Também instaurou a Delegacia de Atendimento ao Turista (DEAT), e foi professora da Academia de polícia (Acadepol).

   Obviamente, com a mudança na chefia de polícia, outras alterações irão ocorrer nos cargos da cúpula da PC, já iniciadas nesta quarta-feira, com a nomeação de grande parte da sua nova equipe, que segundo ela em um momento de descontração, é toda vascína. O Delegado Fernando Veloso assumi o cargo de Chefe Operacional, antes cupado pelo Delegado Rodrigo Oliveira (modificação que não gostei), Sérgio Caldas passa a ser o subchefe administrativo, Jéssika Almeida será Diretora da Acadepol e a chefia do gabinete de Martha Rocha, sob o comando de Luiz Zettermann. Outra mudança ocorrida foi em relação ao  Delegado Rivaldo Barbosa, que deixou a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, para se tornar assessor especial do Secretário de Segurança, José Mariano Berltrame, no entando, o Corregedor geral. Gilson Emiliano foi mantido no cargo.
Martha Rocha ao Lado do Secretário de Segurança, Mariano Beltrame.
                                 
   Dentre todas essas mudanças, discordo apenas da retirada dos cargos dos delegados Rodrigo e Ronaldo Oliveira, que muito competentes, sempre estiveram à frente das maiores operações policiais do Rio de Janeiro. Na minha opinião seria nomeado como Chefe de Polícia, o Ronaldo Oliveira, Rivaldo Barbosa, ou uma outra mulher, que não a Martha Rocha, mas de qualquer forma, é um ótimo nome, pois sempre prezou por uma imagem limpa e não correndo de nehnuma decisão que precisasse ser tomada. A nova chefe de polícia, entra dizendo brigar até o fim pelos bons policiais, os quais precisam de condições dignas para trabalhar, além de investimentos no preparo desses homens e mulheres que compõem a Segurança Pública.

* Atualização:

Nesta quinta-feira, a Chefe da PCERJ, anunciou o restante da nova equipe da cúpula da civil, são eles: Delegado Ricardo Dominguez, Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), Delegada Tércia Amoêdo, Departamento Geral de Policia da Baixada (DGPB), João Batista Bayron, comandará o Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI), e por fim,  o Delegado Márcio Franco de Mendonça, que será o novo chefe do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), valendo lembrar que já teve problemas com a justiça anteriormente.

domingo, novembro 28, 2010

Libertando o Rio de Janeiro.




Delegado Ronaldo Oliveira,à esquerda (Departamento Geral de Polícia da Capital - DGPC) - Fonte G1




Fonte:  G1.
   Após vários dias de ataques e confrontos entre as Forças de Segurança e os marginais, já se pode dizer que a vitória, ao menos, parcial, foi conquistada pelo Estado. A onda de ataques no Rio de Janeiro começou no Domingo, dia 21 de Novembro, quando criminosos armados com fuzis abordaram veículos na Linha Vermelha, uma das vias expressas mais movimentadas da Cidade, dando continuidade aos atos terroristas nos dias posteriores. 
Delegado Rodrigo Oliveira (subchefe da Polícia Civil)
        
   O Governo do Rio, entendendo a gravidade da situação e em virtude do competente trabalho realizado pela Secretaria de Inteligência da Polícia Civil, apurando com antecedência as informações dos ataques, convocou o apoio das Forças armadas para fazer um trabalho de logística, que de imediato, dispuseram-se a ajudar, bem como as policias Federal e Rodoviária Federal. Com isso, de acordo com um planejamento previamente estipulado, efetuaram uma operação na Vila Cruzeiro com um fator surpresa, vindo a pegar os traficantes desprevenidos, com a entrada de tanques da Marinha, não dando tempo nem oportunidade de se “organizarem” para um combate direto, vindo às Forças de Segurança dominarem em algumas horas, um território que antes era dominado pelo tráfico há muitos anos.
Fonte: G1.
                                      
   Após o êxito dessa ocupação, os marginais, sem reação, evadiram-se do local deslocando-se para o Complexo do Alemão através do Morro que separa as duas comunidades. Feito isso, a população não só da Vila Cruzeiro, mas também, do Rio de Janeiro como um todo, viu pela primeira vez uma megaoperação efetiva de combate e ocupação em massa dos locais mencionados, e como reconhecimento pelo excelente trabalho dos agentes, aplaudiu e abraçou a causa junto ao Governo do Estado e as Forças de Segurança.
Drogas e armas apreendidas que chegaram à
Core (Foto: Lívia Torres/G1)



   Com o término da recuperação do território da Vila Cruzeiro, as operações foram dirigidas imediatamente ao morro do Complexo do Alemão com o objetivo de dominar a área, porém, por ser um local muito extenso com cerca de 400 mil habitantes e com um volume de bandidos de mais ou menos 600 “homens”, precisou-se ter muita tranqüilidade e inteligência para montar toda estratégia antes de dar início à operação.

Piscina da casa de traficante  foi  "Liberada" para as crianças após a ocupação. Fonte da foto: G1.

Feito isso, com todo o entorno do Complexo do Alemão cercado por policiais e integrantes das forças armadas, deu-se início através da ordem de rendição dada aos traficantes pelo Comande Geral da Polícia Militar, Mario Sérgio, a uma fase de espera para que os delinqüentes, que prefiro chamá-los de vagabundos, se entregassem à polícia sem que houvesse um confronto armado, mas como todos imaginavam, não foi aceito pelos meliantes, dando início a horas de apreensão e espera por uma operação de invasão, a qual veio ocorrer por volta das 8h da manhã de Domingo (28), com uma ocupação sem muita resistência e de rápida incursão dos agentes, dominando mais um território antes ocupado por bandidos de alta periculosidade. 
Zeu, um dos assassinos do jornalista Tim Lopes se mijou ao ser surpreendido pelos policiais. (Fonte da imagem: G1)

   Com o fim destas duas grandes invasões, o que está sendo feita é uma varredura por todos os locais, onde já foram apreendidas(números exemplificativos, mas baseados em fontes da imprensa)mais de 40 toneladas de entorpecentes, assim como grande quantidade de armas, fardamento, cerca  de 10 mil munições, material explosivo, mais de 200 motos recuperadas, carros, resumindo, um incomensurável baque no considerado Bunker dos traficantes do Estado.. O que tem de ser dito e reconhecido é o competente trabalho do Governador Sérgio Cabral, O Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e principalmente, a cada homem que estava envolvido de alguma forma com a meta a ser alcançada. Outra situação inusitada foi um quadro com a foto do cantor Justin Bieber, localizado dentro de uma mansão de um traficante do Morro do Alemão.
Painel do cantor Justin Bieber estava pintado em um dos quartos
da mansão do traficante. (Fonte da foto: G1)

   Algo nunca antes visto deve ser exaltado e tirado como exemplo para vários lugares, que foi a integração das policias Civil Militar, Federal e as Forças Armadas, formando assim, as Forças de Segurança, uma união jamais vista anteriormente, podendo ser observados policias das especializadas ( DCOD, DRF, DRFA, DRFC, DRE), junto à Federais, militares das forças armadas, Delgados, Coreneis , sem nenhum tipo de vaidade, junsto pelo Rio . A população do Rio de Janeiro agora passa a dar mais respeito e reconhecimento a esses homens que se desdobraram de todas as maneiras para propor a paz a todos nós nesses dias de combate, várias crianças e outros moradores enviaram cartas de agradecimento aos policias.
 

Caminhão lotado de maconha é tirado do Conjunto de Favelas do Alemão (Foto: Carolina Iskandarian/G1)


                                                             

   O que desejo nesse momento é que seja dado o devido valor aos policiais do Estado do Rio, propondo a eles condições de trabalho descentes, dando-lhes mais tranqüilidade e eficiência na hora de agir. Sei que há muito a ser feito daqui por diante e que isso foi apenas o começo de muita coisa que tem por vir, mas quero aqui, deixar meu sentimento de orgulho por ser carioca e morador da Cidade do Rio de Janeiro e por ter pessoas tão competentes na área de Segurança Pública, como o Secretário José Mariano Beltrame e os melhores Delegados de polícia do Brasil, tais como Marcus Vinícius, Rodrigo Oliveira, Ronaldo Oliveira, Allan Luxardo, Felipe Ettore, Rafael Willis, dentre vários outros. Conheçam alguns dos homens que comandam as operações no Rio:
 

quarta-feira, novembro 24, 2010

Os motivos da onda de violência no Rio de Janeiro.


   Como todos sabem, instalou-se no Rio de Janeiro nos últimos dias, uma tentativa por parte dos criminosos de implantar uma onda de terror no Estado.  Muitas pessoas de outros estados, perguntam no Twitter, o que está havendo no RJ, com isso, tentarei explicar.

                                                  
    Tudo isso se deve ao grande prejuízo e perda de força que os traficantes vêm tendo devido à instalação das Unidades de Polícia Pacificadora, da qual falei em uma das postagens anteriores, fazendo com que estes marginais fiquem desestruturados e não tenham mais domínios sobre regiões antes por eles ocupadas.  Sem dúvida, é uma situação delicada, que requer bastante atenção por parte das autoridades competentes para tal, uma vez que ao mesmo tempo em que tem de combater essa onda de violência, não pode abrir mão da integridade física da população, inclusive dos policiais designados para as operações.
                                                
   Muitos têm dito que o Governo deveria aceitar o reforço das forças armadas e da Segurança Nacional, pode até ser um bom caminho, mas desde que bem planejado em um curto período de tempo, até porque em nada adianta colocarem essas forças nas ruas por duas semanas e depois que se retirarem tudo voltar ao status quo anterior. Todos esses ataques, na verdade,  se bem analisados, refletem um avanço, pois não estariam acontecendo caso os delinquentes não estivessem se sentindo encurralados, postos contra a parede.
  O Secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, junto à secretária de inteligência, vem demonstrando um grande empenho para conseguir reverter este quadro  o mais rápido possível, obviamente que problemas como o baixo  efetivo das polícias Civil e Militar, fazem com que esse trabalho seja dificultado. 
                                        
  Infelizmente, o que está ocorrendo é um mal necessário para que possamos avançar no futuro. As autoridades não podem e não vão recuar com o planejamento das UPP’s , até porque elas são, talvez, a única chance de efetivamente evoluirmos  a médio e longo prazo. O que deve ser feito, é observar no fim de tudo isso, os pontos a serem melhorados, como o aumento imediato de efetivo e investimento na preparação e condições de trabalho dos agentes de segurança, tendo em vista os números atuais serem muito insuficientes para cobrir as necessidades do Estado.



Para aqueles que souberem de algo que possa ajudar a polícia, segue o número do Disque Denúncia: 2253-1177

sexta-feira, novembro 05, 2010

Unidades de Polícia Pacificadora.


    Desta vez falarei sobre um dos assuntos que mais me agradam, que são aqueles voltados para área de segurança pública, em especial a do Rio de Janeiro.  As Unidades de Polícia Pacificadora, foram criadas por iniciativa da secretaria estadual de segurança pública, apoiada pelo governo do estado do Rio de Janeiro, tendo como um de seus idealizadores o melhor Secretário de Segurança Pública que o Estado já teve, o DRº José Mariano Beltrame. O objetivo das UPPs, desde o início foi muito claro, tirar dos traficantes o domínio que tinham sobre diversos territórios espalhados pela cidade, implantando através de seus policiais, nas localidades antes dominadas por marginais, a presença do Estado, tornando-as, um ambiente mais calmo e pacífico para se viver.



    Desde 19/12/2008 quando foi inaugurada a primeira unidade, na comunidade do Santa Marta, onde mais de 10 mil pessoas foram beneficiadas, mais de dez outras  foram instaladas em diversos pontos, trazendo para aquelas regiões, uma tranquilidade que antes inexistia. É indiscutível o sucesso que foi a criação da UPP, principalmente pelo fato de os moradores das comunidades, afirmarem que nunca viveram tão bem como hoje em dia, podendo sair de suas casas, com a certeza de que quando voltarem não vão ver as mesmas sendo invadidas por bandidos, perdendo noites de sono provocadas pelas trocas de tiros que constantemente ocorriam. Outro ponto importante é a valorização do local, dos imóveis e do turismo nas áreas onde existem  UPPs.
    Obviamente, ainda estamos longe de termos uma cidade completamente pacificada, uma vez que o número de meliantes cada vez mais aumenta, fazendo com que as polícias tenham de se desdobrar para atender toda a demanda de ocorrências requeridas, muito disso devido ao baixo efetivo que possuem as polícias Civil e Militar. Um grande passo foi dado com o intuito de melhorar a qualidade da segurança do Rio de Janeiro, devendo os cidadãos apoiarem, colaborando com os projetos criados, através de  iniciativas privadas, apontando às autoridades os erros que estão presentes, para uma possível avaliação e futura solução dos problemas.
    É preciso enxergar as UPPs como o início de um longo trabalho de evolução, que sem dúvida apresenta algumas falhas, por exemplo, alguns excessos por parte de policiais que atuam nas unidades, mas deixando nítido que a maioria tem feito um ótimo trabalho, tentando trazer para junto de si, a confiança dos moradores. Um lado muito importante que devemos observar, é o das crianças, que antes tinham como referência o traficante, sempre muito poderoso, utilizando-se deste poder para coibir, coagir os indivíduos que lá moravam. Só que isso está mudando, pois aquelas mesmas crianças, vêem nos policiais, nos professores de educação física, de artes marciais, os quais ensinam para elas valores antes desconhecidos, uma oportunidade de no futuro poderem seguir o mesmo caminho.
   Entretanto, não poderia sair sem fazer não uma crítica, mas sim, uma observação em relação a esse planejamento, o qual já me declarei ser totalmente fã e a favor. Assim que forem instaladas as Unidades de Polícia Pacificadora, logo em seguida, tem de ser aplicadas medidas educativas, onde vejo a única saída para uma verdadeira mudança em nossa sociedade, assim como programas sociais, esportivos, cursos profissionalizantes. Contudo, reitero a admiração pelo projeto, no entando, ao mesmo tempo, o alerta em relação aos fatores que precisam ser aperfeiçoados, torcendo para que num futuro próximo, possamos ter em todas as comunidades as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), oferecendo segurança, paz, e principalmente, oportunidades de crescimento educacional, intelectual e profissional para os jovens que nelas residem.

Site Oficial das UPPs : http://upprj.com/wp/